(In)Felizes Para Sempre

Lyrics: Gabriel dos Santos Granjão Music: Gabriel dos Santos Granjão No comeo éramos dois dois castelos de papel Num quintal de conto triste Onde o vento sempre vinha mais cruel Eu tentava ser muralha Tu sonhava em ser maré mas crescemos de mãos dadas Num mundo que não queria ver a gente de pé Mãe dormia no escuro pai sumiu na contramão e eu virava teu escudo para que nada te pegasse pela mão E cada noite eu dizia: "Fecha os olhos, vai passar....” mas o tempo,esse ladrão roubou a infância antes de eu te ensinar a amar e se a vida fosse um livro revirado e mal escrito eu rasgava cada página para te dar um capítulo bonito Mas no fim virei o monstro que tentou ser teu herói (in)Felizes para sempre Não conto onde ninguém volta depois E eu só queria que tudo fosse um doce como meu sonho Eu e você pode me entender Descemos como espelhos rachados refletindo a dor por dentro. E eu segui te arrastando comigo por um labirinto feito de arrependimento. As paredes chamavam teu nome minha mente virava mar Cada passo era um grito preso que eu fingi não escutar Te pejo tantas vezes enquanto eu te segurava demais Eu só queria um final mágico mas magia também destrói quem faz E o mundo dizia que era simples que bastava respirar. Mas quem vive entre fantasmas Aprende cedo a amar e se machucar Se eu pudesse te devolver a infância que te roubaram Abri o peito em duas partes só para costurar de volta que quebraram Mas o palco desabou a cortina caiu demais (in)Felíes para sempre num teatro onde heróis morrem cedo demais Eu segurava a tua mão como quem prende uma estrela antes de cair Mas No gesto de proteger, eu também te impedi de fugir E na minha obsessão de te salvar eu virei a tempestade que queria afastar Somos dois náufragos cansados eum barco feito pra afundar No fim da nossa história quando a noite decidiu fechar eu te vi indo embora sem forças para te chamar. E eu fiquei no cenário antigo entre brinquedos e efantasmas ouvindo teu riso de infância ecoar nas tábuas gastas Se existe um lugar seguro onde os irmãos se reencontram que seja longe desse roteiro Que costurou nossos medos e nos prendeu Pois mesmo carregando culpas que não eram só Minhas eu ainda te vejo,pequena pedindo para que a dor fosse só poesia e se a vida fosse um livro revirado e mal escrito eu rasgava cada página para te dar um capítulo bonito Mas no fim virei o monstro que tentou ser teu herói (in)Felizes para sempre NO conto onde ninguém volta depois