Lyrics: Hugo de Paula
Music: Hugo de Paula
Mais uma vez enfrentando o frio
Que vem de dentro do que eu me tornei
Vejo tanta gente mas não ouço um pio
Cês são mais gelados do que imaginei
Mais uma vez, porque tudo é um ciclo
E o tempo restante é questão de sorte
Mais uma vez cês armaram o circo
E a resultante é questão de morte
Mais uma vez se vestem de heróis
Que pra proteger precisam matar
Não é novidade, o ego destrói
E esse teatro vai continuar
Seus trajes de gala já não disfarçam
Sua dívida alaga todo o setor
Como vão pagá-la é que gera dúvida
Vão sucumbir ou pagar com dor
Vestes sem luxo não me ofuscaram
Versos são flores, isso é o ápice
Vezes que os monstros me encurralaram
Por ser destaque me encontrei no vértice
Solidão aqui já não diverte
Essa neblina me impede de ver-te
Veteranos de uma guerra fria
Levantando suas bandeiras verdes
Dentro de um trem que vem fora do trilho
Galgando forte, mas perdeu a rédea
Pátra amada que hoje teme o filho
Armado aos dentes, avesso à trégua
Cantando letras de um amor vazio
Bradando às cegas em meio à tragédia
Assistindo o caos em pay per view
Tão tranquilos, parece comédia
Mais uma vez o semblante é o mesmo
Que eu mudo a roupa, mas não mudo a cara
Identidade no cabelo crespo
Eu mudo a roupa mas não mudo, cara
Mais uma vez seguirei a trilha
Sem saber ao certo onde vai dar
Graças a Deus minha mente é uma ilha
Cercada em forças pra continuar
Passamos por tantos temporais
Decepções são temporárias
Questionamos quanto tempo mais
Dessas opções tão precárias
Eu ando pensando nos revés
Que eu devo lutar pra reverter
Vão pedir a vídeo revisão
Se não conseguirem me vencer
Vão rever os lances no VT
Pra me pegar quero ver treinar
Podem escalar suas seleções
Cês nunca vão me solucionar
E tantos versos pra selecionar
Pra não dizer que eu não falei das falhas
Meu medo é o que cês querem portar
E o destino que planejam pras balas
E pago pra ver o que cê faz
De copo cheio e cabeça vazia
Diferenças claras, racionais
Entre o bêbado e o equilibrista
Pedirei que rufem os tambores
Enquanto girar o seu tambor
Que cantem um rezo que te salve
Que consigam aliviar sua dor
E que eu possa cravar os meus pés
Onde maldade não se cria
Viver tranquilo apesar de vocês
Expurgando meus males em poesia