Lyrics: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco
Music: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco
A tela pisca verde, o match foi um erro.
Você só viu o filtro. Eu só vi o tempo.
O perfil é fake, mas a fome é de ferro.
É tudo o que me resta nesse contratempo.
Não tem papo, nem café, nem nome.
O endereço é um código, o desejo, o meu crime.
Meu único batimento que importa
É o do seu corpo no meu, quando a noite me solta.
A porta de correr do prédio esquecido.
Eu sou a bala na agulha da sua roleta russa.
A pressa é o drink. O beijo é o impulso.
O cheiro de pecado não tem camuflagem.
Não há testemunha. Não há lei que prenda.
Na cidade onde o segredo já me tornou louco,
O Risco É O Meu Nome, e a dor que ele engendra.
O prazer é passageiro. O medo é o que ficou.
Eu sou a chama acesa que não pode dar sinal.
Eu sou a regra torta. A curva no mapa.
Não me chame de amor, não me chame de mal.
A minha carteira é falsa, mas a minha verdade é brutal:
O Risco É O Meu Nome.
O relógio corre. Nenhuma palavra.
Vira as costas. Veste a pressa. Some.
O espelho me mostra o custo da tara.
E é isso que me resta. Apenas o meu nome.
Ninguém vence esse jogo.
A gente só ganha o tempo de um cigarro.
O corpo é a única promessa que cumpre.
O tesão é o que importa. O medo, a gasolina.
A regra é: não existir.
Eu sou a chama acesa que não pode dar sinal.
Eu sou a regra torta. A curva no mapa.
Não me chame de amor, não me chame de mal.
A minha carteira é falsa, mas a minha verdade é brutal:
O Risco É O Meu Nome.
Não existir...