Lyrics: Júlio César Balbino Garcia
Music: Júlio César Balbino Garcia
Ainda lembro o motivo de eu fazer isso aqui
Não tem nada haver com a cor do meu beck
É sobre minha vó chegando numa sexta-feira
Com alimentos na sacola de feira
Depois de uma semana fora limpando banheiro
Ou da minha mãe saindo às cinco
Pra trampar de faxineira
E do meu vô chegando as sete coberto de poeira
Ou do meu pai que fez de tudo pra criar cinco filhos
Meu outro pai descanse em paz
Eu enxergava seu brilho
Lembro de tudo apesar do pouco que eu te conheci
Hoje eu tenho um herdeiro
E sei o que cê sentiu
Quando eu penso nisso tudo
Mano eu choro sozinho
É mais que grana
É mais que fama
É mais que camarim
Eu vou matar antes que me matem
Me defender antes que me ataquem
E atacar antes que me notem
Alcançar o meu alvo antes que o tempo se esgote
Preciso sair do casulo eles querem minha morte
E mesmo que se aproximem não teriam chance
É que agora eu despertei cês já não me alcançam
Eu convidei os meus demônios e anjos pra dançar
Equilibrei meus sentimentos em uma balança
Compreendi minhas palavras ferem feito lança
Analisei sua reação você é uma criança
Por qual motivo eu teria alguma esperança?
Melhor acabar por aqui porque uma hora cansa
Próximo episódio
Me comunico em códigos
Perpetuei o silêncio pela minha paz
Nem to pensando em pódio
Descarrego meu ódio
Eu não tenho ressentimentos
Feito há um tempo atrás
Arrombado não fode
Tamo no mermo corre
A diferença é que você não chega aos meus pés
Pela presença não intimida isso é sobrevivência
Se eu to no jogo é diferente eu valorizo o passe
To ocupado com a de luxo a quarenta mil pés
Aterrissa em J.F.K tamo em New York City
Esperei pelo meu momento a chave é paciência
A opinião desses vampiros não tem relevância
Tranquilizado pelo efeito dessa substância
To sempre com a vida em jogo e a cidade em chamas
Filha da puta passa tudo eu quero os diamantes
Depois de foder com essa porra eu me tornei infame
Só que ninguém me deu a mão pra eu sair da lama
Eu respeitei a natureza e o ecossistema
Entendi que minhas fraquezas me tornam humano
Na mesma proporção que meu ego me torna um monstro
Antes de ficar mais forte eu precisei ser bom
Quando o tempo me visitou eu precisei ser só um
Andando na escuridão em direção do sol
E os seres mal intencionados ficarão no chão