Lyrics: WILDENE TIAGO OLIVEIRA FRANCA/Lucas Henrique Maia Gomes/RAPHAEL CESAR SANTOS MACHADO/Lucas Rodrigues Maia
Music: WILDENE TIAGO OLIVEIRA FRANCA/Lucas Henrique Maia Gomes/RAPHAEL CESAR SANTOS MACHADO/Lucas Rodrigues Maia
Lembro que foi assim…
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Som de tiro na favela, o clima de guerra.
Viaja não que isso aqui não é cena de novela,
Onde a maldade toma conta e o crime impera,
a corrupção e falsidade passando nas telas.
Finge ter dó do menor, descalço,
Dá uma de Santo no discurso em cima dos palcos,
Segue surdo para as crianças do orfanato
Do molequinho que está com medo de meter os assaltos.
Sonhando e olhando a vitrine.
Olhos brilhando, vendo a Lamborghini.
Eles tiram onda né!
Querem nós na jaula ou caldeirão
Nos querem baleados caídos no chão.
O sistema é falho e a quem contribui,
Alimentando a maldade, essa desunião
Deixa o maloqueiro viver na paz,
Porque é tudo o que nós quer e nada mais.
Mas o F*** que essa maldade o satisfazem.
Por isso o crime vai pra cima, em alta voltagem.
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Tudo começou na quebrada, troca de tiro na madrugada,
Sou mais um algemado na notícia que se espalha,
Tudo começou bem assim. Bola um do Green isso não é para plim. Plim.
Quero nessa vida é sorrir e que a maldade faça para bem longe de mim.
Tô pela favela e nunca vau mudar, mantenho o meu respeito para também me respeitar
O clima é de guerra, quebra dos Bagdá. Deixa os moleque louco na missão vem para
cobrar. A culpa é de muitos que está na ambição, vive atrás de grana, morrem ostentação,
rap. A minha missão C**** respeitar nós, ladrão eu vim da rua irmão eu sou a revolução!
Sobrevivi no meio da maldade, onde a mãe chora com a saudade.
Onde o forte é o calibre, a ira que faz parte!
Foi assim que tudo começou.Uberlândia, minha Babilônia
Desandou é bala e outra guerra. Outra mãe que chora. O crime é lombra!
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Tudo começou na quebrada, a chuva caindo e o clima de guerra.
Fumaça do green, barulho de sirenes e som de tiro na favela.
Ontem choveu tanto que a quebrada alagou,
Hoje eu acordei com o barulho no meu telhado,
Outra mãe solteira, outra sexta-feira, com a mente cheia,
Barriga vazia e sem comida no prato.
Parceiro baleado no noticiário, taxado de bandido,
Ninguém vê necessidade, cheio de droga no saco sem nada no barraco.
Depois tu se pergunta, de onde vem a capacidade.
PlayBoy chorando e não ter compaixão.
Eles nem imaginam o calor do busão.
Maior preconceito é não estender a mão.
Por isso, foi com a peça embaixo do blusão.
Só nóis para levantar nóis mesmo do chão
Só nóis para saber qual a nossa razão,
Vários subjuga sem nem ter noção,
termina com a boca no bico do doidão
Pega a visão não vai na emoção,
Cansei de ver meus irmão morrer no crime.
Sem distinção, sem humilhação
Agora é a nossa vez de escolher na vitrine
E se eu venci que vença meu time.
Quero toda essa Riqueza para nós.
Minha quebra da vivi não subestime,
Mudei minha vida com o poder da voz.