Lyrics: Danilo Tavares Da Silva/Mauro Davi dos Santos Nepomuceno/Marlon Brendon Coelho Couto Da Silva/Samuel Jacintho Mendes/Wendel Ferreira Leandro de Jesus
Music: Danilo Tavares Da Silva/Mauro Davi dos Santos Nepomuceno/Marlon Brendon Coelho Couto Da Silva/Samuel Jacintho Mendes/Wendel Ferreira Leandro de Jesus
A rua cercada por divisão
Menor que faz sinal de facção
Cabelo vermelho porque nós tá se matando
Enquanto esses filhos das puta tá dormindo na mansão
O menor de fuzil é crítica ao social
Porque invés de matar vocês não dá estudo?
Ontem no morro mais uma mãe de luto
Esses filhos das puta tão rindo da nossa cara
Se botar na ponta do lápis a caneta mata mais do que o fuzil
Por isso eu carrego o ódio nas minhas frases e uma hora eles vão ter que me escutar
Se eu falar que eu gosto da polícia, eu tô mentindo
Vítima dessa guerra do estado
Pode aqui só sangrar pro meu lado
Lá na oito não soube blindado
Várias armas pequenas, free fires
De boné pra trás, puto fumando um baseado
Pensando no mano que eu já perdi com o tempo
Mas isso são coisas de momento
As dores vai com o tempo
Tu sabe que o menorzinho tem talento
Menor que nunca teve nada, puto na esquina
Fumando dá forte, saudade dos meus cria
Até tem um maninho privado, mas é a vida
Diário de um menor relato de um cria
E se eu falar que eu tô boladão na esquina
E se eu falar que o crime foi minha saída
E se eu falar que eu aprendi na escola da vida
Que no meio de ninguém não se desmerece um cria
Pelo plantão que os crias sempre faço a vibe
Pela selva sempre acelerando de nave
Essa mina me ligou hoje quer mais tarde
Pedindo tbt do que rolou no bala
E sentando por cima tá na onda,
Jogando pros crias na onda do black lança
Ritminho da selva e a sua bunda balança
Quer brotar na base, mas novinha não explana
No final de tudo ela fala que me ama
O menor de fuzil é crítica ao social
Porque invés de matar vocês não dá estudo?
Ontem no morro mais uma mãe de luto
Esses filhos das puta tão rindo da nossa cara
Se botar na ponta do lápis a caneta mata mais do que o fuzil
Por isso eu carrego o ódio nas minhas frases
E uma hora eles vão ter que me escutar
O peso amargo de perder uma luta
O choro de uma mãe a favela a todo escuta
Nas cores do Brasil tá faltando uma cor
Vermelho que era do sangue do morador
O Estado tava só fazendo seu trabalho
Matando o inocente lá no Santa Maro
Depois vocês vão falar que o problema sou eu
Mas as armas que aqui tem foi vocês que vendeu
Diz que eu sou novo e já rodei no artigo 12
Falar da minha pose como se não tivesse cometido erro algum
É que eles comemoram quando a favela chora
Eu só vou aceitar minha vitória quando o pobre parar de morrer
É que eles comemoram quando a favela chora
Eu só vou aceitar minha vitória quando o pobre parar de sofrer
O menor de fuzil é crítica ao social
Porque invés de matar vocês não dá estudo?
Ontem no morro mais uma mãe de luto
Esses filhos das puta tão rindo da nossa cara
Se botar na ponta do lápis a caneta mata mais do que o fuzil
Por isso eu carrego o ódio nas minhas frases e uma hora eles vão ter que me escutar