A praça do não dito

Lyrics: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco Music: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco A mesa ri. O chefe aperta um osso. A coluna estaca. Revisito o breve. Roteiro de farsa: Quem ama não sabe.
A voz que não canta. A guarda baixa é a roupa que veste.
Dez quilos de nó no estômago. O corpo pede desculpa.
A rua é uma faca, o olhar é um átomo. Preciso fugir. O medo não mora na mão. Vive na dobra do coração.
O verbo livre me ignora. Ninguém me encontra aqui. Sou a estátua quebrada que chora na Praça do Não Dito do meu quarteirão.
O abraço da mãe. A pergunta simples. O "e os planos?" é o tiro no pé.
A mentira é a casa. A parede. O cadeado. Não me impede de viver, mas me impede de amar.
Eu sou meu próprio vigia. O reflexo não bate com o que está fora. O segredo não pesa, ele drena. Esvazia a praça. Fico o não dito.
O verbo livre me ignora. Ninguém me encontra aqui. Sou a estátua quebrada que chora na Praça do Não Dito do meu quarteirão.
O silêncio da praça... Não Dito.