Lyrics: Mateus Carvalho Dinelli do Prado
Music: Mateus Carvalho Dinelli do Prado
Andei no veneno da vida
Ali eu conheci a dificuldade
Pensamento evoluído
Mesmo eu tendo minha pouca idade
O sucesso tem a cara da mãe
A derrota o gosto da verdade
Medalha de ouro tem peso
Medalha de bronze tem sinceridade
Meu peito carrega bonde
Minha mente tem ódio guardado
De traumas que foram passados
Engavetados
E nunca enfrentados
O futuro carrega suspense
O passado caixa de pandora
O presente gera ansiedade e o medo de viver agora por favor não me abandona
Juro que ainda to aqui
Eu sei quê não faz diferença
Minha amizade é leal e intensa
Mas eu falho na presença
To me resolvendo comigo
Tem dias quê não consigo
Fico trancado no quarto fumando
Pensando que que ta fluindo
Novamente eu nesse ciclo
Porra isso é culpa do vicio
Joguei um tabaco na seda
Pra nossa conversa voltar ao inicio
Me joguei no precipício
Foi um ato pressuposto
Atitude previsível
De um moleque preguiçoso
Hoje eu falo de tudo que eu sei
Principalmente do ódio ao estado
Igual Chavoso da usp
Além de favelado revolucionário
Minha mãe hoje em dia é bruxa
Meu pai morreu sendo noiado
Tenho ódio de policia
Deixaram uns amigo trancado
Sem falar dos que morreu
Meu tio Ramon alvejado
2 tiro na cada
Um pm safado no bar
Armado
E alcoolizado
Mistura quê não combina ne
Mas e perfeita pro estado
Que conseguiu matar mais um preto
Através de alguém que foi inocentado
Me fala
Como não ser revoltado
Como não ter ódio guardado
Meu mano role se matou
E foi pelo filho que ele foi encontrado
Por isso que eu fico puto
Quando eu vejo o BR drogado
Atualmente ele vive na rua
Trocou família
Por cachimbo queimado
Sabe o pior disso tudo
Todos esses são artistas
Faço rap pra salvar minha vida porra
Não por maconha e bebida
Mas e claro que eu quero dinheiro
Todo mundo necessita
Mas essas puta da boca grande
Querendo fama já não me excita
Faz a sua aposta
Usa a sua droga
Continua fazendo o capeta sorri
Como acredito que Deus é meu pai
Se foi os minha mãe que esteve aqui
Muita neurose e revolta na mente
De um moleque que nem pediu pra existir
Mas eu sendo branco dentro da cultura
Eu faço pra servir e não pra usufruir