Lyrics: Hugo de Paula
Music: Hugo de Paula
Pode ser que eu não valha
O preço da navalha
Se não sangrou o corte, não te cabe avaliar
Rondam sempre buscando falhas
Abutres e baratas
Seguimos esperando o veneno baratear
De quem é a culpa do estrago
Eu não inventei o porre
Eu não inventei que quem tem vive
E quem não tem morre
Alguns querem mansões no lago
Eu só quero a sorte
Quero o que eu nunca tive
Não que isso importe
Conforte-se
É um puro exercício de paciência
É assustador, eu sei, mas nada passa de aparência
Aspiram importância, expressam imponência
No fundo são todos fracos, trajados de prepotência
Ah, que bom seria, eu e ela na Bahia
No quarto, dorme meu cria, na grama corre minha filha
Somos as flores da ilha, mais que bijuteria
Pena que sem la plata, nós nunca biju teria
Ou nunca biju teremos, somos o que fazemos ou compramos?
Tão de olho, nós no topo,
Han, de acordo com o plano
Vão ter muito o que falar, mais ainda pra escalar
127 horas, han, não vão me encontrar
Rumo ao garimpo, o último a sair apaga a luz
Nem tudo que reluz é ouro, mas todo ouro reluz
Sempre atentos, caso contrário a sombra te conduz
Pela manhã o lobo farto é o mesmo que à noite seduz
Versos acima dos críticos
Suspenses verídicos
O enredo destaca o detalhe entre passo da pressa
Doses em capítulos
Como compostos químicos
E os colaterais que causam é o que mais interessa
Podem não me ver com os kit, mas nunca de gola polo
Posso não querer seu feat, mas nunca carreira solo
Só peço que não me cite em vão, por favor sai do colo
Não assino por Djavan, então por dentro eu te degolo
Em casa nos fecha a porta, na rua nos fecha a cara
E o anseio é sermos mais do que melô encomendada
Mirando na veia porta, trazendo versos navalha
E o receio é que o flow tire a atenção da canetada
Para, chega a bater o enjoo eu confesso
Ar rarefeito, causa o efeito
Han, junto dos verso
Uns visando a vida dos outro, eu vi sando progresso
Mais perto que ontem do topo,
e daqui me despeço