Lyrics: Chicco Marola Music: Chicco Marola Atravessaram o Atlântico remando Escravizados, construíram o país E se a história não conta, eu vim no presente registrar Que a cada vinte e tres minutos um Preto morre pelo o Estado E que a carta magna foi feita pra uma parcela branca da sociedade
Rema, Rema Rema que o barco não pode afundar Rema, Rema, Rema
O suor dessa terra sangrou pra ser hoje o nosso tema Cadê o tira teima que não viu o VAR desse esquema Triste Novena, que durou trezentos anos e vamo vivendo a duras penas
Rema, Rema Rema que o barco não pode afundar Rema, Rema, Rema
Ao sair de casa, o trabalhador se vê traído… Alimentando, cuidando e protegendo o filho do patrão, pede dispensa e corre na urgência pra socorrer o seu filho vítima de bala perdida…
Levanta cedo e dorme tarde, sendo os únicos que fazem tudo isso andar
Encarcerados por uma justiça racista, não vê saída deitado no pavilhão… Secam se os sonhos, a esperança e o desejo que nunca mais se repita, os anos de chumbo vividos por aqui!
Cê caiu hoje aqui, mas já vai entendendo esse sistema Nunca pode um irmão contra o outro se não vai dar problema Mede os otrô na trena e só vai dividindo a nossa cena… Nosso sonho é saber como vivia Pablo em Cartagena… Rema
Rema, Rema… Rema que o barco não pode afundar Rema, Rema, Rema...
Quem vai escrever o futuro? Os passos que fundaram o Brasil, ainda pisam os terreiros de hoje! Os tambores não se calaram! Os Orixás estão Vivos e Reinam! Vovó Artimira, Candido, Tobias, Teresa e Violeta Rema, Rema…
Rema que o barco não pode afundar Rema, Rema, Rema...Qual foi o dia que você se tornou vivo? O seu trabalho gera mais riqueza para poucos… Tua noite de sono perdida por trabalho, dá quinze dias de descanso pro patrão! E o salário do homem eleito, vale mais do que trinta famílias brasileiras!
Rema, Rema… Rema que o barco não pode afundar Rema, Rema, Rema