Lyrics: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco
Music: Matheus Eduardo Rodrigues Pacheco
Eu paro na curva. Olho pra trás.
O caminho é uma linha,
eu sou o ponto.
A guerra acabou,
as perdas foram demais.
A luz do dia nunca me fez justiça.
O meu espelho é melhor quando apago o mundo.
Não sou a farsa, sou a única pista
do que reside no meu poço mais fundo.
A Praça do Não Dito virou o meu quintal.
O Risco É O Meu Nome virou o meu compasso.
O meu "eu te amo" não segue o ritual.
Ele é apenas meu. E não me pede espaço.
A minha identidade não tem protocolo.
Ela existe no breu, de baixo do solo.
O papel não existe. A caneta é de chumbo.
Não preciso de público para ser quem eu sou.
O segredo não pesa. O segredo é o meu rumo.
Eu dou minha palavra. E a minha prova sou eu.
É um pacto selado: a Assinatura no Escuro.
Qual é o formato da sua dor?
Qual é a cor do seu segredo?
A caligrafia da alma é sempre assim:
Borrada, urgente, ilegível para o vizinho.
Mas perfeita para quem a viveu até o fim.
O papel não existe. A caneta é de chumbo.
Não preciso de público para ser quem eu sou.
O segredo não pesa. O segredo é o meu rumo.
Eu dou minha palavra. E a minha prova sou eu.
É um pacto selado...
A Assinatura no Escuro...