Lyrics: João Lucas Soares Ferreira
Music: João Lucas Soares Ferreira
Verso 1
Eles construíram jaulas e chamaram de progresso
Venderam correntes douradas e batizaram de sucesso
Mas eu nasci com fogo nas veias, e não aceito a versão
De quem vende liberdade e lucra com submissão
Não vim pedir passagem, vim derrubar portão
Minha desobediência civil não cabe em petição
Querem me moldar no formato que convém
Mas eu sou pedra bruta, e não me curvo pra ninguém
Cresci vendo lobo trajado de pastor
Prometendo salvação mas cobrando em dor
Aprendi cedo: quem controla tua mente
Te controla pro resto da vida, é consequente
Minha revolta não é moda, é necessidade
De quem enxergou o sistema e rejeitou a cidade
Falsa promessa que construíram em cima da mentira
Eu prefiro o caos da verdade que liberta e respira
Refrão
Deixa queimar, deixa queimar
O império de papel que tentaram levantar
Somos a cinza, a fumaça, fogo que não para
Revolução silenciosa que na alma dispara
Deixa queimar, deixa queimar
Não tem algema que consiga nos segurar
Somos a chama que incomoda, que clareia
A liberdade é perigosa — por isso não querem que tu tenha
Verso 2
Político com discurso bonito e mão suja
Falando em nome do povo mas enchendo a burra
Moralista de internet ditando o que é certo
Mas nos bastidores fazendo tudo no encoberto
Eu não sou santo, não sou juiz, não sou exemplo
Sou apenas alguém que recusa viver nesse tempo
De obediência cega e fé manipulada
Prefiro minha consciência, mesmo que seja pesada
Acendo um baseado e penso na ironia
De quem criminaliza planta mas libera hipocrisia
Sistema que prende pobre mas perdoa gravata
Enquanto eu canto minha raiva e transformo em rata-tatá
Minha caneta é dissidente, cada verso é atentado
Contra o status quo covarde que mantém tudo errado
Não peço licença, não espero aprovação
Liberdade não se pede — se toma com as próprias mãos
Refrão
Deixa queimar, deixa queimar
O império de papel que tentaram levantar
Somos a cinza, a fumaça, fogo que não para
Revolução silenciosa que na alma dispara
Deixa queimar, deixa queimar
Não tem algema que consiga nos segurar
Somos a chama que incomoda, que clareia
A liberdade é perigosa — por isso te assustam com ela
Ponte
Eles te ensinam a ter medo
Pra você aceitar a jaula
Te fazem acreditar que sozinho você falha
Mas a verdade que escondem
É que você sempre foi livre
O poder deles só existe
Se você permitir que viva
Verso 3
Não sou líder, não sou guia, não tenho solução
Só tenho perguntas incômodas e disposição
De não aceitar a narrativa que empurram na TV
De que pra ser feliz é preciso votar em você
Minha subversão é simples: pensar por conta própria
Questionar autoridade, não engolir a história
Que contam pros cordeiros enquanto afiam a faca
Eu prefiro ser lobo livre do que ovelha na estaca
E se me chamam de louco, radical, extremista
Eu aceito com orgulho — sou terrorista
Da mente engessada que aceita o que vier
Detono pensamento único — esse é meu poder
Refrão Final
Deixa queimar, deixa queimar
O império de papel que tentaram levantar
Eu sou cinza, fumaça, fogo que não para
Revolução silenciosa que na alma dispara
Deixa queimar, deixa queimar
Não tem algema que consiga me segurar
Eu sou a chama que incomoda, que clareia
Liberdade não se negocia — ou você é livre, ou arruma um jeito de estar.